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Amar...Odiar...Julgar
(Augusta Schimidt) Eu amo, tu amas, ele ama... Nós odiamos, Eles julgam...Não... Nós julgamos...nós odiamos...nós amamos... Assim é a vida. Conjugamos o verbo amar, odiar, julgar a todo o momento. Somos juizes de todos, quando na verdade deveríamos era sermos juizes de nós mesmos. Certa vez, alguém me disse que duas forças nos movem para que alcancemos nossos objetivos: o amor e o ódio. O ódio gasta a lentidão das horas e sofre por não ser amor. Ele ri das dores que a vida chora e por isso padece e exterioriza um amontoado de sentimentos e sensações confusas e reativas, abrangendo fatos de muitas ocasiões. Não há relaxamento posterior. O ódio não se esvai com o passar do tempo, apenas se desloca de um motivo a outro, de uma criatura a outra. Não há riso, há fel. E o fel consome energia, empobrece as relações. Nos prendemos voluntariamente a nosso desafeto, perdemos a coerência. Ficamos masoquistas nos autoflagelando, todos os dias, pela lembrança do passado. Odiamos, não queremos ver, porém não deixamos de pensar no outro, carregando-o nos ombros e na idéia. Atribuímos-lhe força e poderes, pois tudo de ruim que acontece é por obra e graça desse odioso ódio. Do ódio ao julgamento é um passo... Também já ouvi que a razão pela qual algumas pessoas acham tão difícil serem felizes é porque estão sempre a julgar “o passado melhor do que foi, o presente pior do que é e o futuro melhor do que será”. E o que é pior, julgamos ações pelo prazer ou dor que nos causam. Penso que enquanto julgamos não nos sobra tempo para amar... Campinas/ SP Março de 2009 ********* Créditos:
Midi: over_the_rainbow - Ernesto Cortazar
Imagem: Fazenda Santa Rita (uso exclusivo do site OlhosDeLince. Proibido uso e reprodução) ********* Clique na imagem e envie para até
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Foto digital: Silvane Sabóia