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Fuga (Menestrel sem Juízo & OlhosDe£in¢e) Amanhã partirei sem que me vejas, para outras plagas onde alguém me espera, à procura das águas benfazejas de uma nova e bendita primavera. Não conseguirá partir, estarei a lhe espreitar, não terá chances de evadir-se, meu coração já lhe pertence. Sou a nova primavera que procura. E nas distantes selvas sertanejas o amor há de estender-se como a hera que vai tomando conta, sem pelejas, das paredes vetustas da tapera. Não haverá distantes selvas sou a hera que se alastra por todo seu corpo e o alimento de seu coração! Errante solitário dos caminhos, já nada turbará meu devaneio- companheiro cordial dos passarinhos... Cantar!... cantar além por toda vida: sentir então, que finalmente veio a fruta salutar e apetecida!... Já não é mais um solitário... Eis-me aqui a lhe sorrir para ser cúmplice dos seus devaneios em meio as canções com trinados de amor, sou a fruta amadurecida que lhe dará o gosto do amor e a paz de viver a dois! POA. / Ctba. 17/05/2003 |