Soneto
(Menestrel sem juízo &
OlhosDe£in¢e)
Não quero mais sofrer, que o sofrimento
já tenho que afastar de minha vida,
pois eu passava cada atroz momento
alimentando em vão essa ferida.
O sofrer nos faz refletir,
pare de alimentar a ferida,
cubra o passado com a capa do aprendizado,
volte a sorrir olhando para mim.
Se procurei assim o esquecimento
para a mágoa feroz e descabida,
quem a causou não sai do pensamento
e parece ser sempre a preferida.
Não deixe que a minha imagem
afaste-se de sua retina,
deixe-a morar em seu coração
para acender a sua e a minha paixão.
Onde ela está não sei... mas é mister
pra que eu possa no mundo prosseguir
ao lado de incerta feliz mulher,
Estou aqui a lhe esperar,
basta um aceno seu, para ao seu lado estar,
bem mais feliz do que antes, fazendo-o sorrir também .
que eu me aceite vivendo louco e
triste:
sem pensar no presente ou no porvir
mas atentando a tudo quanto existe...
Liberte o seu amor e deixe-o chegar ao meu coração.
Eu o aceito assim louco e triste, feito o Menestrel sem Juízo,
pois sei que o farei feliz envolvendo-o com o meu amor .
Curitiba, 2 de junho de 2006
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